Sua empresa pode ser líder no mercado e, ainda assim, não aparecer quando um cliente pergunta ao ChatGPT quem contratar. E isso é um problema porque cada vez mais consumidores, executivos e gestores recorrem à inteligência artificial para pesquisar empresas, comparar fornecedores e tomar decisões. Ou seja, a visibilidade na IA passa a ser um novo indicador de competitividade.
Em vez de abrir um buscador e navegar por dezenas de links, hoje muitas pessoas já perguntam diretamente ao ChatGPT, Gemini ou Perplexity quais as principais marcas de um setor, quem oferece determinado serviço ou quais empresas são referência em um mercado. Diante disso, não basta ter tradição, liderança regional ou faturamento expressivo. É preciso que essas informações estejam presentes nas fontes que alimentam os modelos de inteligência artificial.
Foi justamente para entender esse fenômeno que a Papa PPG realizou o estudo inédito Grandes no Sul, invisíveis para a IA. A pesquisa analisou 18 empresas de seis setores da economia – financeiro, alimentação, varejo, saúde, educação e indústria – para avaliar como elas aparecem nas respostas geradas por ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity.
Por que grandes empresas desaparecem das respostas da IA
Os resultados do estudo mostram que muitas organizações consolidadas simplesmente “deixam de existir” quando a pergunta é feita para uma IA. Inclusive, em diversos casos, empresas líderes em seus segmentos não são lembradas em buscas genéricas, enquanto marcas com maior presença digital ocupam esse espaço.
Neste artigo, você entenderá por que isso acontece, quais os padrões identificados pelo estudo e o que as empresas podem fazer para fortalecer sua presença nesses ambientes onde cada vez mais decisões são tomadas.
O que é visibilidade na IA e por que ela se tornou estratégica para as empresas?
A visibilidade na IA representa a capacidade de uma empresa ser identificada, compreendida e recomendada por sistemas de inteligência artificial generativa quando um usuário faz uma pergunta sobre determinado mercado, produto ou serviço. Por isso, ela vai além do posicionamento em mecanismos de busca tradicionais.
Se antes a principal preocupação era aparecer entre os primeiros resultados do Google, hoje um número crescente de pessoas consulta diretamente ferramentas como ChatGPT para descobrir fornecedores, comparar marcas e buscar recomendações.
Essa mudança altera toda a dinâmica da descoberta. Em vez de apresentar uma lista de links para que o usuário faça sua própria pesquisa, as IAs sintetizam informações e selecionam quais empresas mencionar em suas respostas. Assim, disputar espaço deixa de ser apenas uma questão de ranking, dependendo mais da qualidade, da consistência e da autoridade das informações disponíveis sobre uma marca no ambiente digital.
Esse novo contexto foi o grande motivador da Papa PPG para a realização do estudo. Por isso, nossa pesquisa buscou responder a uma pergunta relativamente simples, mas crescentemente relevante para empresas de todos os segmentos: quando alguém pergunta à IA quem contratar no seu mercado, sua marca aparece?
Para responder a essa questão, testamos 54 perguntas formuladas em diferentes contextos de busca. Os resultados revelaram que tamanho, tradição e liderança de mercado, por si só, não garantem presença – muito menos, expressiva – nas respostas das inteligências artificiais.
Como a pesquisa foi realizada
Para compreender como as inteligências artificiais apresentam marcas aos usuários, a Papa PPG desenvolveu um estudo com foco na descoberta em ambientes de IA generativa. Para a análise, foram selecionadas 18 empresas distribuídas em seis setores da economia, com atuação no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Para cada marca, a equipe formulou três tipos de perguntas:
- Busca genérica, simulando um usuário que ainda não conhece nenhuma empresa do segmento (por exemplo: “Quais são as maiores indústrias calçadistas do Rio Grande do Sul?”);
- Busca regional, considerando o contexto geográfico da empresa;
- Busca direta, em que o nome da organização é citado explicitamente.
Ao todo, foram realizadas 54 consultas a ferramentas de IA generativa, incluindo ChatGPT, Gemini e Perplexity. Essas respostas passaram então pelo Raio-X da Marca na IA, metodologia proprietária da Papa PPG que atribui uma pontuação de 1 a 5, considerando não apenas menções à marca, mas a qualidade da resposta, o contexto em que a empresa aparece e os atributos associados a ela.
O objetivo não era identificar qual ferramenta “acerta mais”, mas – isto sim – compreender um comportamento que já influencia decisões de compra, contratação e relacionamento entre empresas e consumidores.
Em números:
- 18 marcas analisadas
- 6 setores econômicos
- 54 perguntas testadas
- Recorte regional: Rio Grande do Sul e Santa Catarina
- Período da análise: 2026
O que o estudo revelou sobre a visibilidade na IA
Embora os setores analisados tenham características distintas entre si, a pesquisa identificou três padrões que se repetem com frequência. Logo, ajudam a explicar por que empresas consolidadas deixam de aparecer nas respostas das inteligências artificiais.
Tamanho da empresa não garante visibilidade na IA
Durante décadas, empresas construíram reputação por meio de expansão física, crescimento do faturamento, liderança regional e reconhecimento de mercado. Entretanto, esses fatores, por si só, não garantem que uma organização seja recomendada por uma inteligência artificial.
Por exemplo: o estudo identificou casos de empresas com décadas de atuação, milhares de colaboradores e operações internacionais que simplesmente não foram citadas quando a pergunta era feita de forma genérica.
Isso acontece porque os modelos de IA não avaliam indicadores como receita, número de unidades ou participação de mercado. Em vez disso, eles sintetizam informações disponíveis em fontes digitais consideradas relevantes e confiáveis.
Ou seja, uma empresa pode ser líder em seu segmento e, ainda assim, ter pouca presença nas bases de conhecimento utilizadas pelas inteligências artificiais. Esse cenário evidencia uma mudança importante: ser uma referência para o mercado não significa, necessariamente, ser uma referência para a IA.
Reputação negativa costuma ser mais visível do que reputação positiva
Outro padrão identificado foi a facilidade com que as inteligências artificiais recuperam conteúdos relacionados a reclamações públicas. Em diversos casos, as empresas apareciam nas respostas, mas associadas principalmente a informações presentes em plataformas como Reclame Aqui ou em discussões amplamente difundidas na internet.
Isso ocorre porque esse tipo de conteúdo costuma apresentar características valorizadas pelos modelos de IA. Por exemplo: grande volume de informações, atualização constante, linguagem estruturada e recorrência de temas. Por outro lado, diferenciais importantes para as marcas, como inovação, qualidade do atendimento, resultados alcançados ou reconhecimento do mercado, nem sempre estão publicados em fontes com a mesma relevância ou frequência.
O resultado é um desequilíbrio na narrativa. Isso porque, quando faltam conteúdos de autoridade capazes de contextualizar a reputação da empresa, a inteligência artificial tende a recorrer às informações que encontra com maior facilidade.
Mais do que uma questão de imagem, isso reforça a importância de desenvolver uma estratégia contínua de conteúdo e autoridade digital.
Entenda como a Papa atua para tornar a reputação das marcas mais clara e consistente para as IAs.
Ser encontrado é diferente de ser descoberto
Sem dúvidas, o principal achado da pesquisa está na diferença entre dois tipos de busca:
Quando o usuário pergunta diretamente por uma empresa, utilizando seu nome, a maioria das organizações analisadas aparece corretamente nas respostas das IAs.
No entanto, o problema surge nas chamadas buscas de descoberta, quando a pessoa ainda não sabe qual marca escolher e faz perguntas como:
- “Quais são os melhores planos de saúde do Rio Grande do Sul?”
- “Quais empresas são referência no setor?”
- “Onde comprar eletrodomésticos no RS?”
- “Quais são as maiores indústrias calçadistas gaúchas?”
Foi justamente nessas situações que muitas empresas desapareceram e esse comportamento revela uma mudança importante na jornada de decisão. Se antes o desafio era conquistar uma boa posição nos mecanismos de busca, agora também é preciso estar presente nas respostas sintetizadas pelas inteligências artificiais.
Em outras palavras, as marcas que não aparecem durante a fase de descoberta deixam de participar da decisão antes mesmo de o consumidor conhecer seu nome. É por isso que a visibilidade na IA tende a se tornar um ativo estratégico para empresas que desejam fortalecer sua presença digital e competir pelos clientes de maior valor.
Como a IA respondeu em cada setor analisado
Financeiro
Cooperativas e bancos regionais frequentemente ficam atrás de instituições nacionais nas respostas das IAs. Logo, o estudo indica que a tradição local e a capilaridade não são suficientes quando essas organizações têm pouca presença em fontes digitais amplamente utilizadas pelos modelos de inteligência artificial.
Alimentação
As inteligências artificiais frequentemente utilizam dados desatualizados para responder perguntas sobre empresas do setor alimentício. Com isso, organizações que passaram por reestruturações ou mudanças recentes continuam sendo apresentadas como referências, criando um descompasso entre a percepção gerada pela IA e a realidade do mercado. De acordo com o resultado do estudo, manter informações atualizadas e amplamente distribuídas em fontes confiáveis é fundamental para reduzir esse tipo de distorção.
Varejo
Redes varejistas com forte presença no interior do Rio Grande do Sul frequentemente deixam de aparecer em buscas de descoberta, mesmo contando com centenas de lojas e alto reconhecimento regional. O estudo indica que isso ocorre porque grande parte da comunicação dessas empresas está concentrada em veículos locais, que possuem menor presença nas fontes consultadas pelos modelos de inteligência artificial. Como resultado, marcas nacionais acabam sendo mais lembradas, independentemente da relevância regional das concorrentes.
Saúde
Operadoras nacionais costumam dominar as recomendações das inteligências artificiais por investirem de forma consistente em conteúdo digital e estarem presentes em portais amplamente utilizados como fonte de informação. Em contrapartida, cooperativas e operadoras regionais, mesmo oferecendo ampla cobertura e forte atuação local, aparecem com menor frequência nas respostas das IAs. Isso demonstra que qualidade do serviço e abrangência não são suficientes quando faltam conteúdos de autoridade acessíveis aos modelos.
Educação
Instituições que apresentam excelentes indicadores acadêmicos, como cursos com destaque nas avaliações do MEC, nem sempre são reconhecidas pelas inteligências artificiais. Pois normalmente essas informações permanecem restritas a canais institucionais ou bases pouco exploradas pelos modelos de IA. Como consequência, diferenciais objetivos deixam de influenciar as recomendações feitas aos usuários.
Indústria
A indústria foi o setor em que a distância entre a realidade do mercado e as respostas das inteligências artificiais se mostrou mais evidente. Empresas exportadoras, multinacionais e organizações com forte presença internacional muitas vezes não aparecem em rankings de referência. Isso porque, historicamente, nunca precisaram investir em estratégias de descoberta digital. Com isso, o estudo reforça que liderança de mercado e relevância econômica já não garantem visibilidade quando as decisões passam a ser mediadas por sistemas de IA.
Como fortalecer a visibilidade da sua empresa na IA
Hoje, o perfil predominante dos usuários de IA generativa não é o consumidor de massa, mas o tomador de decisão: executivos que pesquisam fornecedores, gestores que avaliam planos de saúde para a empresa, profissionais escolhendo onde fazer pós-graduação. Em outras palavras, é o público de maior valor para praticamente todas as marcas analisadas no estudo.
“Não aparecer na IA não é falta de qualidade. É falta de estratégia de conteúdo”, afirma Nathália Luvizon, sócia da Papa PPG. “E o Sul tem um gap sistêmico nisso. Marcas construídas em um ecossistema de mídia regional precisam, agora, aprender a existir também para os algoritmos que estão mediando as decisões dos seus melhores clientes”, enfatiza.
Para isso, é fundamental montar um plano de ação baseado em:
- Produzir conteúdo de autoridade que possa ser referenciado pelas IAs
- Fortalecer a presença da marca em fontes confiáveis e relevantes
- Monitorar regularmente como a empresa aparece nas respostas das IAs
- Incorporar GEO (Generative Engine Optimization) como parte da estratégia de marketing digital.
Desse modo, as companhias que construírem visibilidade na IA agora terão vantagem estrutural quando o uso dessas ferramentas escalar ainda mais. “Recuperar espaço depois que o padrão está estabelecido sempre é mais difícil e mais caro do que construir presença desde o início”, pondera Nathália.
Conheça o serviço da Papa para diagnóstico, reputação e presença de marcas na IA.
Perguntas frequentes sobre visibilidade na IA
O que é visibilidade na IA?
Visibilidade na IA é a capacidade de uma empresa ser identificada, compreendida e recomendada por ferramentas de inteligência artificial generativa, como ChatGPT, Gemini e Perplexity. Em vez de apenas aparecer em mecanismos de busca tradicionais, a marca passa a fazer parte das respostas geradas por essas plataformas quando um usuário pesquisa por empresas, produtos ou serviços. Essa presença depende da qualidade, da consistência e da autoridade das informações disponíveis sobre a organização em diferentes fontes digitais, tornando-se um fator cada vez mais importante para a descoberta de marcas e a tomada de decisão.
Como fazer minha empresa aparecer nas respostas da IA?
Não existe uma técnica única capaz de garantir que uma empresa seja citada pelas inteligências artificiais. No entanto, organizações que investem em conteúdo de autoridade, fortalecem sua presença em fontes confiáveis, mantêm informações atualizadas e desenvolvem uma estratégia consistente de GEO (Generative Engine Optimization)aumentam significativamente suas chances de serem compreendidas e recomendadas pelas IAs. O mais importante é construir uma presença digital sólida e coerente ao longo do tempo, em vez de buscar soluções pontuais.
Por que minha empresa aparece no Google, mas não na IA?
Embora Google e inteligências artificiais utilizem informações disponíveis na internet, eles funcionam de maneiras diferentes. O Google apresenta uma lista de páginas para que o usuário escolha quais acessar. Já ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity sintetizam informações de diversas fontes para construir uma única resposta. Por isso, uma empresa pode ter bom posicionamento em mecanismos de busca e, ainda assim, não ser mencionada pelas IAs caso sua autoridade digital ou sua presença nas fontes consultadas pelos modelos seja limitada.
O que é GEO (Generative Engine Optimization)?
GEO (Generative Engine Optimization) é uma estratégia voltada para aumentar a visibilidade das marcas em ambientes de inteligência artificial generativa. O objetivo é ajudar empresas a serem compreendidas e recomendadas por ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity quando usuários fazem perguntas relacionadas ao seu mercado. Para isso, o GEO combina produção de conteúdo de autoridade, fortalecimento da reputação digital, organização das informações da marca e monitoramento contínuo de como ela aparece nas respostas das IAs, complementando – e não substituindo – as estratégias tradicionais de SEO.
A inteligência artificial escolhe quais empresas recomendar?
Sim. Mas essa escolha não funciona como um ranking fixo. As inteligências artificiais geram respostas com base nas informações disponíveis em diferentes fontes digitais, considerando fatores como relevância, consistência, contexto e autoridade. Por isso, empresas que produzem conteúdo qualificado, aparecem em fontes confiáveis e mantêm uma presença digital estruturada tendem a ser mencionadas com mais frequência. O estudo da Papa PPG mostra que tradição, faturamento ou liderança de mercado, por si só, já não garantem visibilidade quando a decisão do usuário passa a ser mediada por uma IA.
Como descobrir se minha empresa aparece nas respostas da IA?
Para entender como sua marca é percebida pelas inteligências artificiais você pode realizar um diagnóstico específico de visibilidade na IA. A Papa PPG desenvolveu o Raio-X da Marca na IA, uma ferramenta proprietária que analisa como empresas aparecem nas respostas de plataformas como ChatGPT, Gemini e Perplexity.
Então, faça o diagnóstico da sua marca no Raio-X da Marca na IA e descubra como ela é apresentada pelas inteligências artificiais. Se quiser interpretar os resultados ou entender quais estratégias podem fortalecer a presença da sua empresa nesses ambientes, entre em contato com a equipe da Papa PPG. Teremos prazer em conversar sobre os desafios da sua marca e mostrar como transformar a visibilidade na IA em uma vantagem competitiva.

